segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Guerra Fria

GUERRA FRIA:
EUA URSS
(capitalismo) (socialismo)

Plano Marshall: ajuda econômica dada pelos EUA aos países da Europa Ocidental e Japão (Plano Colombo), para garantir o desenvolvimento do capitalismo e sua área de influência.
OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte): aliança militar capitalista criada para conter o avanço do “comunismo”, com sede em Bruxelas na Bélgica, mesmo com o fim da Guerra Fria a OTAN continua a existir.
A Iugoslávia, apesar de socialista, recebeu ajuda econômica do Plano Marshal e a Finlândia o rejeitou apesar de capitalista.
A única vez que as tropas da OTAN foram acionadas foi em 1999 para atacar a antiga Iugoslávia.

COMECON: auxílio econômico mútuo, coordenado pela URSS, entre os Estados de economia planificada (socialista).
Pacto de Varsóvia: aliança militar dos países socialistas, criada em reação a OTAN, que possuía sua sede em Varsóvia na Polônia, Com o fim da Guerra Fria e da URSS o Pacto de Varsóvia foi extinto.
A Turquia é o único país islâmico que é membro da OTAN.

1945
Conferência de Yalta: Roosevelt (EUA), Churchill (Inglaterra) e Stalin (URSS), concordam com a influência soviética na Europa Oriental e decidem sobre a ocupação da Alemanha, com a participação da França.
Conferência de São Francisco: criação da ONU - Organização das Nações Unidas:
Conselho de
Segurança

Conferência de Potsdam: divisão da Alemanha em quatro zonas de ocupação – francesa, britânica, soviética e estadunidense:
RDA (República Democrática da Alemanha – socialista – capital Berlim Oriental) e RFA (República Federal da Alemanha – capitalista – capital Bon).

1947
Independência da Índia.
Líderes: Mahatma Gandhi e
Jawaharlal Nehru.
Índia (hindu).
Índia Paquistão (islâmico).
Sri Lanka (budista)
Conflito Índia X Paquistão.
Disputa pela região da Cachemira
A ONU adota um Plano para a divisão da Palestina:
(Ex-colônia Britânica).
Palestina (Estado árabe-muçulmano) e Israel (Estado judeu).

Confrontos árabe-israelenses:
1948-1949: ocupação da Galiléia e do deserto de Neguev pelos israelenses;

1956: conquista da península do Sinai, por Israel;

1964: Fundação da OLP (Organização para a Libertação da Palestina), braço político, e da Fatah, braço armado, sob o comando de Yasser Arafat;

1967: Guerra do Seis Dias, marcada pelo fulminante ataque israelense ao Egito, Jordânia e Síria; quando Israel conquista toda a península do Sinai e as colinas de Golan;

1973: Guerra do Yom Kippur, onde os países árabes atacaram Israel. A Síria retomou as colinas de Golan e o Egito ocupou os campos petrolíferos de Balagim.

1948
Criação da OEA (Organização dos Estados Americanos), pelo Acordo de Bogotá.

1949
Revolução Chinesa:
PCC Kuomitang (KMT)
(Partido Comunista Chinês). (Partido Nacionalista Chinês).
Líder: Mao Tsé-tung. Líder: Chiang Kai-shek.
Os Comunistas derrotam os Nacionalistas e Mao Tsé-tung proclama a República Popular da China (socialista), enquanto Chiang Kai-shek, foge para a ilha de Formosa onde proclama a República Nacionalista da China (capitalista) - Taiwan.

1950
Guerra da Coréia:
Coréia do Norte Coréia do Sul
(socialista) (capitalista)
apoio da China e URSS apoio dos EUA

1951
Pacto de Segurança Coletiva (ANZUS) entre EUA, Austrália e Nova Zelândia.

1955
Conferência dos Países não Alinhados em Bandung (Indonésia), sob liderança de Chu Em-lai (Indonésia), Nehru (Paquistão), Nasser (Egito) e Tito (Iugoslávia); condenando o imperialismo, alinhamento direto aos EUA e/ou URSS e o neocolonialismo e pregando a autodeterminação dos povos, surge o Bloco do Terceiro Mundo.

1959
Criação do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento);
Revolução Cubana:
Líderes: Fidel Castro, Raúl Castro e Ernesto “Che” Guevara.
Deposição do ditador Fulgêncio Batista.
Em 1961, depois da nacionalização, sem indenização, de empresas em Cuba, e influenciado pela CIA, que havia treinado cubanos anti-castristas sediados em Miami, o presidente JFK, ordena a invasão da Ilha. O desembarque se deu na Baía dos Porcos (Playa Girón) e o exército cubano rapidamente derrotou os invasores. Depois do episódio Cuba se alinhou a URSS e declarou-se socialista.
A Crise do Mísseis: a URSS decide instalar mísseis nucleares em território cubano, os EUA promovem um Bloqueio Naval a Cuba. A questão é resolvida com um acordo entre John Kennedy (EUA) e Nikita Kruschev (URSS), os soviéticos desistem da instalação dos mísseis em troca os EUA se comprometem a respeitar a soberania cubana.

1961
Construção do Muro de Berlim.

1962
Cuba é excluída da OEA;
Independência da Argélia da França:
A guerra pela independência começa em 1954, quando a FLN (Frente de Libertação Nacional), com o apoio do Bloco Socialista, passa a utilizar a guerra de guerrilha e atentados “terroristas”. Apesar da resistência de setores conservadores na França o Presidente Charles de Gaulle, pelo Acordo de Evian reconhece a independência da Argélia, depois da morte de 25 mil soldados franceses e de 1 milhão de argelinos.

1964
Guerra do Vietnã:
A Indochina se tornou independente da França em 1954 (pelo Acordo de Genebra), sob a liderança do comunista Ho Chi Minh, formando: Laos, Camboja, Vietnã do Norte (República Democrática do Vietnã, capital Hanói – socialista) e Vietnã do Sul (República do Vietnã, capital Saigon – capitalista).
O Acordo de Genebra previa eleições para a unificação do Vietnã em 1956, como os sulvietnamitas se negavam a promover a eleição, o Vietnã do Norte invadiu o Sul, onde havia um forte movimento comunista pró-unificação a FLN (Frente de Libertação Nacional), composto pelos vietcongues.
Sem uma declaração de guerra os EUA intervém militarmente no Vietnã, onde sofre sua maior humilhação militar.
Em 1973 pelo Tratado de Paris, os EUA se retiram do Vietnã, e em 1975 o Norte vence o Sul reunificando o país sob o socialismo e Saigon passa a se denominar Ho Chi Minh.


1964
Instalação de Ditaduras Militares pró EUA na América Latina:

1964: Brasil, com a deposição de João Goulart.
“Aonde for o Brasil irá também a América Latina.” Hery Kisinger, secretário de Estado dos EUA.

1973: Chile, com a deposição do socialista, eleito diretamente, Salvador Allende, através de um golpe liderado pelo gal Augusto Pinochet.
“Quero a economia do Chile pulsando.” Richard Nixon, Presidente dos EUA.

1976: Argentina, Isabelita Perón e deposta pelo gal Videla.
O Chile, com o gal Pinochet, foi o primeiro país latino americano a adotar o neoliberalismo.

1974
Revolução dos Cravos em Portugal que derruba o Salazarismo (sob o comando de Marcelo Caetano) e promove a independência das colônias portuguesas na África em 1975: Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique.

1978
Golpe de Estado no Afeganistão que leva os socialistas, apoiados pela URSS, ao poder. Os EUA apóiam, financiam e armam os Talebans contra os soviéticos (Rambo III).

1979
Revolução Islâmica no Irã, sob comando do aiatolá Khomeini, que derruba o xá Rehza Pahlevi, e torna o país uma República Islâmica Xiita.
Os EUA passam a financiar e armar o Iraque de Sadam Hussein, com o objetivo de conter o avanço xiita no Oriente Médio.
Margareth Thatcher (A Dama de Ferro) assume na Grã-Bretanha – Neoliberalismo.
A URSS intervém militarmente nos Afeganistão.

1980
Início da Guerra Irã X Iraque;
Ronald Reagan é eleito presidente dos EUA – Neoliberalismo e Projeto Guerra nas Estrelas.

1982
Guerra das Malvinas;
Inglaterra X Argentina.
Israel invade o Líbano.

1985
Mikhail Gorbatchev é eleito na URSS:
Perestroika – abertura econômica.
Glasnost – transparência nas ações governamentais.

1989
Queda do Muro de Berlim e em 1990 a reunificação das Alemanhas, sob o comando do chanceler ocidental Helmut Kohl.
Fim do socialismo na Polônia, sob a liderança de Lech Walesa que foi eleito presidente, líder do Sindicato Solidariedade, com o apoio do Papa João Paulo II (“o papa neoliberal”).
Na Tchecoslováquia, Václav Havel foi eleito presidente provisório e em 1990 confirmado no cargo. Em 1993, depois de um plebiscito, decidiu-se pela divisão em República Tcheca e Eslováquia.
Na Romênia o fim do socialismo se deu com um golpe de Estado (violento) que prendeu, julgou, condenou e executou o líder Nicolau Ceausescu e sua esposa no natal de 1989.

1990
Invasão do Kuwait pelo Iraque;
Guerra da Iugoslávia:
O mal Josif Broz Tito, governou o país desde o fim da IIGM, mantendo a sua unidade. Após sua morte e o início do esfacelamento do socialismo o país mergulhou em uma guerra civil entre suas várias etnias e religiões o que provocou sua fragmentação territorial em: Iugoslávia (duas repúblicas: Sérvia e Montenegro, e duas províncias: Vojvodina e Kosovo), Eslovênia, Macedônia e Bósnia-Hezergovina.

1991
Criação do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai; como países membros, e depois a adesão da Bolívia, Chile e Venezuela; como países associados);
Fim do Apartheid na África do Sul, sob liderança de Nelson Mandela e do presidente Frederick de Klerk;
Operação Tempestade no Deserto: ataque ao Iraque pelos EUA e seus aliados com autorização da ONU.

1991
Fim da URSS e criação da CEI (Comunidade dos Estados Independentes), com exceção de Estônia, Letônia e Lituânia (as Repúblicas Bálticas). O neoliberal Boris Yeltsin, com apoio dos EUA e Grã-Bretanha, assume a presidência da Rússia.

1992
Acordo de Maastricht: criação da União Européia (UE) em substituição a Comunidade Econômica Européia (CEE).

1993
Criação da OMC (Organização Mundial do Comércio) na Rodada do Uruguai.

1994
A FZLN (Frente Zapatista de Libertação Nacional), sob o comando do subcomandante Marcus, revolta-se em Chiapas (estado do sul do México);
Entra em vigor o NAFTA (Acordo de Livre Comércio da América do Norte) – EUA, Canadá e México.

1994
Ofensiva russa contra os rebeldes separatistas da Chechênia.

1999
Entrada em vigor do Euro (moeda única européia) com exceção da Grã-Bretanha.

2001
Ataques aos EUA – WTC e Pentágono.

2002
Doutrina Bush: ataques preventivos:
Os EUA atacam o Afeganistão, depondo o governo Taleban, e o Iraque, depondo Sadam Hussein, no segundo caso, sem consentimento da ONU e com grande oposição internacional.

Mundo Atual.
Unimultipolaridade:
EUA: superpotência militar hegemônica;
Blocos Econômicos: NAFTA (EUA), UE (Alemanha) e APEC (Japão).

terça-feira, 26 de outubro de 2010

domingo, 24 de outubro de 2010

revolução americana

Definição: movimento que inspirado nos princípios iluministas determinou o fim do domínio da Inglaterra sobre as chamadas 13 colônias americanas (atualmente EUA);

Quando: 1776;

Antecedentes/causas:
EUA até o século XVIII tinha relativa autonomia em relação a Inglaterra
Colônias do Norte: povoamento – manufaturas – trabalho livre
Colônias do Sul: exploração – latifúndio agroexportador – escravismo


comercio Trangular

Guerra dos 7 anos (1756 – 1763):
colonos americanos do norte* X colonos franceses (Canadá);
controle do comércio de peles e pesca;
vitória da ING (anexação do CAN e Antilhas);
aumento de impostos.
Revolução Industrial (ING): necessidade de ampliação de mercados
Restrições mercantilistas aos colonos americanos (imposição do Pacto Colonial):
Lei do Açúcar (1764);
Lei do Selo (1765);
Atos Townshend (1767) – taxação sobre vidro, papel, chá...
Massacre de Boston (1770);

controle de manufaturas/ monopólio de comércio;
Lei do Chá (1773);
Boston Tea Party – intervenção inglesa no porto de Boston.
Atos de Quebec (1774);

1776: II CONGRESSO DA FILADÉLFIA: declaração de independência (Thomas Jefferson) com influência explícita do iluminismo de J. Locke.

Apoio da FRA, HOL, e ESP aos americanos.
Vitória dos EUA em 1783 (Tratado de Paris).

A I Constituição Americana (1787): República federativa, divisão de poderes, direito a liberdade, igualdade jurídica, propriedade e prosperidade, voto censitário. Índios, negros e mulheres sem direitos constitucionais.

Importância do movimento:
Influenciou os demais movimentos de libertação na América, ocorridos no início do século XIX.
Primeiro movimento que se inspirou no iluminismo e triunfou.

sábado, 23 de outubro de 2010

revolução inglesa

Revolução inglesa
Definição: movimento político, militar e religioso que destruiu o absolutismo na Inglaterra instalando naquele país a primeira monarquia parlamentar da história;

Quando: século XVII;

Antecedentes/causas:
Atritos entre os reis (dinastia STUART) e o parlamento.

Jaime I (1603 – 1625):
Apoio ao rei: senhores feudais, igreja anglicana e alta burguesia.
Apoio ao parlamento: pequena e média burguesia, gentry (nobreza mercantil) e puritanos (calvinistas ingleses).
Perseguições a católicos e puritanos.
Aumento de impostos.
Dissolução do parlamento (1614 – 1622).

Carlos I (1625 – 1649):
Apesar de jurar o “Bill of Rights” (Petição dos Direitos), o rei novamente aumenta os impostos e fecha o parlamento.
Tentativa de impor o anglicanismo na Escócia (revolta).
Guerra Civil (1642 – 1649):

Puritanos vencem e Carlos I é decapitado

A República de Cromwell (1649 – 1660):
Ditadura pró-burguesia puritana (calvinista);

Repressão a opositores externos (Escócia e Irlanda) e internos (Levellers – niveladores e Diggers – escavadores);

Criação dos Atos de Navegação (1650) – somente navios ingleses transportariam mercadorias inglesas ou de outros países para a Inglaterra. Em caso de venda para a Inglaterra só navios do país de origem do produto estariam autorizados a entrar na Inglaterra:

Guerra contra a Holanda (1652 – 1654).
Vitória da Inglaterra (supremacia naval).
Desenvolvimento da marinha e do capitalismo inglês.

Oliver Cromwell nomeia-se Lorde Protetor da Inglaterra (1653).

Após a morte de Oliver (1658), seu filho, Ricardo Cromwell assume o poder, porém, sem a habilidade e carisma do pai, enfrenta nova guerra civil no país, que acaba com a sua derrota e recoloca os monarquistas no poder.

A Restauração STUART (1660 – 1688):

Carlos II (1660 – 1685).
Anglicano, pró-católicos.
Aproximação com a França.
Parlamento cria o HABEAS CORPUS e exclui católicos de cargos.
Parlamento é novamente fechado pelo rei (1683)

Jaime II (1683 – 1688).
Católico.
Tentativa de restabelecer o absolutismo.
Apoiado por Luís XIV (FRA).
Parlamento temeroso com a restituição do catolicismo oferece a coroa a Guilherme de Orange (HOL), casado com Maria Stuart, filha mais velha de Jaime II. Em troca, pedia o parlamento livre e a manutenção do anglicanismo.

A Revolução Gloriosa (1688):
Revolução burguesa.
1689: Guilherme de Orange acata ao Bill of Rights (Declaração dos Direitos).
Parlamento decidiria sobre impostos, garantia a propriedade privada, as liberdades individuais e divide o poder.
Fim do absolutismo na Inglaterra.
Burguesia assume o poder por meio do parlamento (Monarquia Parlamentar).
Rei reina, mas não governa.
Implantação do liberalismo.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

independencia da america espanola

A INDEPENDÊNCIA NA
AMÉRICA ESPANHOLA
O processo da independência das colônias americanas deve ser entendido dentro do contexto da crise do antigo sistema colonial.
Podemos destacar os seguintes fatores, que, conjugados, contruibuíram para o processo de emancipação das colônias espanholas da América:
• O desenvolvimento industrial inglês: com a Revolução Industrial, a Inglaterra tornara-se a principal nação exportadora de produtos manufaturados. Por isso, os ingleses estavam interessados em apoiar os movimentos emancipaniocionistas.
• O desenvolvimento das colônias: gerava o aparecimento de novas camadas sociais, de núcleos urbanos e de quadros administrativos.
• A desigualdade de tratamento: favorecia os “chapetones” (nascidos na Espanha) e prejudicava os “criollos” (brancos nascidos na América). A aristocracia crioula, poderosa economicamente, porém, barrada nas possibilidades de progresso social e político, vai lutar para romper com a metrópole que a explorava.
• A política fiscal extremamente severa.
• A influência das idéias iluministas: foi muito grande junto aos intelectuais “criollos”. É evidente que houve exceções, sendo Bolívar o maior exemplo.
• O exemplo da Independência dos Estados Unidos - A influência das idéias americanas foi muito grande. Os textos violentos de Thomas Paine contra o Pacto Colonial eram difundidos às escondidas.
• A invasão da Espanha pelas tropas de Napoleão - O rei da Espanha foi deposto e no lugar dele foi colocado José Bonaparte, irmão de Napoleão. Nas colônias, os criollos declararam-se fiéis ao monarca deposto. Porém, ao mesmo tempo que afirmavam a sua lealdade, faziam uma série de exigências (liberdade de comércio, igualdade entre chapetones e criollos e autonomia) que colocavam em risco todo o sistema colonial. Os Cabildos (órgãos equivalentes às Câmaras Municipais do Brasil) passaram a depor as autoridades metropolitanas. O Império Colonial Espanhol esfacelava-se.



BOLIVARISMO
O Bolivarismo representa a visão pan-americana concebida por Simón Bolívar (1783-1830), venezuelano que dirigiu a luta pela independência da Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia e Equador.
Defendeu a necessidade de união face a possível contra-ofensiva da Espanha, apoiada na Santa Aliança.
Em 1814, quando, como libertador da Venezuela, enviou a circular que condicionou a liberdade dos novos Estados ao que ele chamou de “união de toda a América do Sul em um único corpo político”, surgindo assim, a Grã-Colônia (1819) que em 1830 fragmentava-se em 3 Estados: Venezuela, Equador e Colômbia.

CAUDILHISMO
Regime autoritário, aparentemente acima das classes sociais, dominado por um líder rural (militar ou civil) e por uma burocracia que desfrutava de uma independência relativa, o que lhe permitia contar com a classe dominante. Seu objetivo era a conservação da ordem e da hierarquia social. Representava um estado de transição entre o poder metropolitano e o poder nacional, um precário equilíbrio de forças entre as classes sociais. Estas acumulavam forças até que uma delas assumia a hegemonia política.
Distinguimos dois tipos de caudilhismo: o progressista (liberal) apoiava-se no movimento popular, ao qual fazia algumas concessões, garantindo o domínio das novas classes proprietárias sobre as oligarquias tradicionais e propiciando uma modernização econômica em proveito das elites e do capital estrangeiro. O conservador, apoiado nos setores tradicionais (Igreja, Exército), reprimia qualquer avanço social das massas, tendo como objetivo a manutenção das estruturas econômicas tradicionais. Na América, em particular no México e na Argentina, alternavam-se essas formas de caudilhismo ao longo do século XIX.

IMPORTANTE!
O caudilhismo opunha-se aos princípios liberais do século XIX, na medida em que era fortemente centralista e intervencionista, discriminava o povo das decisões políticas e pairava acima das instituições jurídicas e políticas. Não criou condições para que as massas populares se organizassem independentemente. O caudilhismo foi o instrumento político que serviu para perpetuação do domínio das oligarquias agrárias.

revolução industrial

A Revolução Industrial consistiu num conjunto de mudanças tecnológicas profundas na economia, que transformaram a humanidade a partir do século XVIII, prolongando-se pelo XIX. A partir desse momento, a máquina foi suplantando o trabalho humano e uma nova relação entre o trabalho e o capital se impôs.
Junto à Revolução Industrial emergiu um novo sistema econômico, social e político, o capitalismo, que se tornou hegemônico ao longo do século XIX.

Fatores que levaram à Revolução Industrial

a) Acumulação de Capital: graça principalmente à exploração do mundo colonial.
b) Existência de Matérias-Primas: o algodão é a matéria-prima essencial, uma, vez que o sistema de maquinofatura pressupõe produção de artigos de consumo de massa; um país industrial deve dispor de jazidas de carvão.
c) Mão-de-Obra Disponível: Esse trabalhador foi “produzido“ pela expropriação, também no período de transição (Idade Moderna).
d) Mercados Consumidores: Antes, produzia-se de acordo com o mercado, agora, o mercado é criado de acordo com a produção.

Berço da revolução Industrial: Inglaterra
Teve início na segunda metade do século XVIII e, durante o século XIX, estendeu-se para outros países da Europa, como Estados Unidos e o Japão.
Os principais fatores que determinaram o pioneirismo inglês foram os seguintes:
• Disponibilidade de Capitais: A Inglaterra foi o país que mais lucrou e mais riquezas acumulou durante a Revolução Comercial.
• Supremacia Naval: Os Atos de Navegação de 1651 (Cronwell) conferiram à Inglaterra o domínio do transporte marítimo e, conseqüentemente, do comércio mundial. Além disso, possuía muitas colônias.
• Disponibilidade de Mão-de-Obra: Nos séculos XVI e XVII os nobres ingleses expulsaram os camponeses de suas terras e apossaram-se delas (política de cercamento). Esse procedimento provocou uma grande migração de mão-de-obra do campo para as cidades, onde a oferta de trabalho tornou-se muito superior à de empregados, produzindo, em conseqüência, um rebaixamento no nível dos salários.
• A Contribuição dos Huguenotes: A Inglaterra abrigou em seu solo os huguenotes (calvinistas franceses) que, além de capitais, possuíam experiência empresarial.
• A Instauração da Monarquia Parlamentar: A Revolução Gloriosa de 1688 estabeleceu na Inglaterra a supremacia do Parlamento sobre a monarquia. Isso possibilitou à classe burguesa maior participação na vida política e econômica do país.
• A Ideologia Liberal: O triunfo do liberalismo criou na Inglaterra um ambiente propicio à industrialização. O liberalismo criticava o mercantilismo e defendia a livre concorrência.
• A posição geográfica: o Fato da Inglaterra ser uma ilha contribui para preserva-la das devastações pelas guerras européias da Época Moderna.
• Inovações tecnológicas: energia mecânica.
• Grandes Jazidas: Existência de jazidas de ferro e carvão, necessário para a fabricação de novas máquinas e como fonte de energia.

PRIMEIRAS LUTAS OPERÁRIAS
Ludismo: Os operários, os artesãos arruinados e os desempregados reagiram de forma espontânea à exploração capitalista. Acreditavam que os responsáveis por sua miséria e desemprego eram as máquinas e passaram a destruí-las. Esse movimento de quebradores de máquinas (1811-1812) foi liderado por um artesão empobrecido chamado Ned Ludman, e ficou conhecido como ludismo.

Cartismo: Foi com o cartismo, em 1838, que o movimento operário inglês assumiu maiores proporções. O cartismo teve origem num documento chamado Carta do Povo, que seus lideres enviaram ao Parlamento inglês e onde exigiam: abolição da renda mínima exigida aos candidatos ao Parlamento, sufrágio universal masculino, parlamento anuais, e voto secreto.
O movimento cartista surgiu liderado por burgueses mais esclarecidos que queriam reformar constituição e as leis eleitoral inglesas.
Condenavam o luxo dos ricos e a miséria dos, pobres e exigiam salários mais altos, menor jornada de trabalho e uma legislação trabalhista.

CONSEQUÊNCIAS DA
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL:
• O surgimento de novas classes sociais: Os capitalistas: os donos do capital e dos meios de produção que vivem da exploração do trabalho do proletariado. Os Proletários: força de trabalho assalariada que vivem na dependência dos capitalistas.
• Universalização do trabalho livre e assalariado.
• Ampliação da oportunidade de educação, resultante da elevação do nível de vida da população.
• Êxodo Rural.
• A ascensão econômica, social e política da burguesia.
• Crescimento das cidades.
• Organização de grupos profissionais em sindicatos.
• Aumento da população mundial.
• Substituição do trabalho nas oficinas (artesanato) pelo trabalho nas fábricas (manufatura e maquinofatura).
• Imperialismo Econômico: domínio de uma nação sobre as outras.


• O colonialismo: surgem disputas entre os países europeus para criarem ou controlarem colônias na Ásia e na África com o objetivo de obterem matérias-prima para a indústria e mercado para seus produtos.
• Interferência dos governos para corrigirem os problemas sociais gerados pela industrialização.
• Aparecimento de novas doutrinas políticas, sociais e econômicas.
- Socialismo Utópico, Espiritualização ou Romântico
- Socialismo Científico
- Anarquismo
- Socialismo Cristão

Atualmente, as grandes empresas tendem a uma atuação cada vez mais intensa nos mais variados países, diretamente ou através de subsidiárias Por isso, são chamadas de multinacionais. Por outro lado, tendem a diversificar os investimentos para as mais variadas áreas, como diz Celso Furtado, desde a fabricação de helicópteros até a criação de galinhas. É um meio de garantir o crescimento quantitativo do mercado. Devido a isso, tais empresas constituem conglomerados.

1ª Fase (± 1760/80 - 1860)
Inglaterra, Bélgica, França
Ferro
Vapor
Têxtil (algodão)
Competitivo ou Livre-Concorrência
(predomínio do capital industrial)
Exploração em larga escala do trabalho infantil e feminino.
Jornadas de trabalho de até 16, 18 horas por dia. Reação dos trabalhadores através do movimento ludista e do cartismo.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

exercicios historia do Brasil

1.(UNIFENAS) Destaca-se como resultado das descobertas e da expansão luso-espanhola nos tempos modernos a:
a) diminuição do comércio entre Europa e Novo Mundo, com a hegemonia do mar Mediterrâneo;
b) formação de novos impérios na África e na Ásia, com a ampliação do comércio entre os dois continentes;
c) defesa das culturas nativas das Américas pelo Clero e pelo Estado;
d) abertura de uma nova era de navegação e comércio, não mais concentrada no Mediterrâneo e sim no Oceano Atlântico;
e) preservação da autonomia política das nações conquistadas, a exemplo do México e do Peru.

2(UNIP) "... Diziam os mareantes, que depois desse cabo não há nem gente nem povoado algum; a terra não é menos arenosa que os desertos da Líbia, onde não há água, nem árvores, nem erva verde; e o mar é tão baixo, que a uma légua da terra não há fundo mais que uma braça."
O texto faz referência à época:
a) das Grandes Navegações no início da Idade Média;
b) da Revolução Industrial na Idade Contemporânea;
c) do expansionismo marítimo lusitano;
d) das navegações fenícias;
e) do neocolonialismo.

3. No século xv, a utilização de caravela, de mapa de carta náutica e da bússola, pelos europeus, foi fundamental paraa) desvalorizar as invenções e descobertas cientificas b) acabar com o poder dos reis europeusc) possibilitar a invenção da pólvora d) extinguir as lendas e mitos marítimose) impulsionar as grandes navegações

4. A descoberta da América insere-se no contexto do mercantilismo europeu. Os elementos utilizados para garantir a acumulação primitiva de capital na Europa, nesse período, fundamentavam-se nas seguintes estratégias políticas e econômicas:
a) protecionismo e livre mercado. b) colonialismo e livre mercado.
c) industrialismo e liberalismo. d) colonialismo e protecionismo.
e) liberalismo e exclusivismo.

5. (UFC) O Tratado de Tordesilhas, assinado em 7 de junho de 1494 e confirmado nos seus termos pelo Papa Júlio II em 1506, representou para o século XVI um marco importante nas dinâmicas européias de expansão marítima. O tratado visava:
a) demarcar os direitos de exploração dos países ibéricos, tendo como elemento propulsor o desenvolvimento da expansão comercial marítima;
b) estimular a consolidação do reino português, por meio da exploração das especiarias africanas e da formação do exército nacional;
c) impor a reserva de mercado metropolitano espanhol, por meio da criação de um sistema de monopólio que atingia todas as riquezas coloniais;
d) reconhecer a transferência do eixo do comércio mundial do Mediterrâneo para o Atlântico, depois das expedições de Vasco da Gama às Índias;
e) reconhecer a hegemonia anglo-francesa sobre a exploração colonial, após a destruição da Invencível Armada de Filipe II, da Espanha.

6.(UFAM–2007) O Mercantilismo tem sido tradicionalmente descrito como um conjunto de idéias e práticas econômicas
que visavam alcançar o desenvolvimento das nações. É estranho ao Mercantilismo:
a) o metalismo; b) o protecionismo estatal; c) o livre comércio;
d) o entesouramento; e) a obtenção de uma balança comercial favorável.

7.(Fuvest-SP) Os primitivos habitantes do Brasil foram vítimas do processo colonizador. O europeu, com visão de mundo calcada em preconceitos, menosprezou o indígena e sua cultura. A acreditar nos viajantes e missionários, a partir de meados do século XVI, há um decréscimo da população indígena, que se agrava nos séculos seguintes. Os fatores que mais contribuíram para o citado decréscimo foram:a) a captura e a venda do índio para o trabalho nas minas de prata do Potosí.b) as guerras permanentes entre as tribos indígenas e entre índios e brancos.c) o canibalismo, o sentido mítico das práticas rituais, o espírito sanguinário, cruel e vingativo dos naturais.d) as missões jesuíticas do vale amazônico e a exploração do trabalho indígena na extração da borracha.e) as epidemias introduzidas pelo invasor europeu e a escravidão dos índios.

8. (UFMG) Leia o texto.: “A língua de que [os índios] usam, toda pela costa, é uma: ainda que em certos vocábulos difere em algumas partes; mas não de maneira que se deixem de entender. (...) Carece de três letras, convém a saber, não se acha nela F, nem L, nem R, coisa digna de espanto, porque assim não tem Fé, nem Lei, nem Rei, e desta maneira vivem desordenadamente (...)." (GANDAVO, Pero de Magalhães, História da Província de Santa Cruz, 1578.)A partir do texto, pode-se afirmar que todas as alternativas expressam a relação dos portugueses com a cultura indígena, exceto:
a) A busca de compreensão da cultura indígena era uma preocupação do colonizador.
b) A desorganização social dos indígenas se refletia no idioma.
c) A diferença cultural entre nativos e colonos era atribuída à inferioridade do indígena.d) A língua dos nativos era caracterizada pela limitação vocabular.
e) Os signos e símbolos dos nativos da costa marítima eram homogêneos.

9. (UFMG) Todas as alternativas apresentam fatores que explicam a primazia dos portugueses no cenário dos grandes descobrimentos, exceto
a) a atuação empreendedora da burguesia lusa no desenvolvimento da indústria náutica.
b) a localização geográfica de Portugal, distante do Mediterrâneo oriental e sem ligações comerciais com o restante do continente.
c) a presença da fé e o espírito da cavalaria e das cruzadas que atribuíam aos portugueses a missão de cristianizar os povos chamados "infiéis".
d) o aparecimento pioneiro da monarquia absolutista em Portugal responsável pela formação do Estado moderno.

10. (FESO-RJ) "O governo-geral foi instituído por D. João III, em 1548, para coordenar as práticas colonizadoras do Brasil. Consistiriam estas últimas em dar às capitanias hereditárias uma assistência mais eficiente e promover a valorização econômica e o povoamento das áreas não ocupadas pelos donatários." (Manoel Maurício de Albuquerque. Pequena história da formação social brasileira. Rio de Janeiro: Graal, 1984. p. 180.) As afirmativas abaixo identificam corretamente algumas das atribuições do governador-geral, à exceção de:
a) Estimular e realizar expedições desbravadoras de regiões interiores, visando, entre outros aspectos, à descoberta de metais preciosos.
b) Visitar e fiscalizar as capitanias hereditárias e reais, especialmente aquelas que vivenciavam problemas quanto ao povoamento e à exploração das terras.
c) Distribuir sesmarias, particularmente para os beneficiários que comprovassem rendas e meios de valorizar economicamente as terras recebidas.
d) Regular as alianças com tribos indígenas, controlando e limitando a ação das ordens religiosas, em especial da Companhia de Jesus.
e) Organizar a defesa da costa e promover o desenvolvimento da construção naval e do comércio de cabotagem.

11.(UNISO) Durante a maior parte do período colonial a participação nas câmaras das vilas era uma prerrogativa dos chamados "homens bons", excluindo-se desse privilégio os outros integrantes da sociedade. A expressão "homem bom" dizia respeito a:
a) homens que recebiam a concessão da Coroa portuguesa para explorar minas de ouro e de diamantes;
b) senhores de engenho e proprietários de escravos;
c) funcionários nomeados pela Coroa portuguesa para exercerem altos cargos administrativos na colônia;
d) homens considerados de bom caráter, independentemente do cargo ou da função que exerciam na colônia.

12. (UNAERP-SP) Em 1534, o governo português concluiu que a única forma de ocupação do Brasil seria através da colonização. Era necessário colonizar, simultaneamente, todo o extenso território brasileiro.Essa colonização dirigida pelo governo português se deu através da:
a) criação da Companhia Geral do Comércio do Estado do Brasil.
b) criação do sistema de governo-geral e câmaras municipais.
c) criação das capitanias hereditárias. d)
d) montagem do sistema colonial.
e) criação e distribuição das sesmarias.

13. (Cesgranrio-RJ) "O senhor de engenho é título a que muitos aspiram, porque traz consigo o ser servido, obedecido e respeitado de muitos." O comentário de Antonil, escrito no século XVIII, pode ser considerado característico da sociedade colonial brasileira porque:
a) a condição de proprietário de terras e de homens garantia a preponderância dos senhores de engenho na sociedade colonial.
b) a autoridade dos senhores restringia-se aos seus escravos, não se impondo às comunidades vizinhas e a outros proprietários menores.
c) as dificuldades de adaptação às áreas coloniais levaram os europeus a organizar uma sociedade com mínima diferenciação e forte solidariedade entre seus segmentos.
d) as atividades dos senhores de engenho não se limitavam à agroindústria, pois controlavam o comércio de exportação, o tráfico negreiro e a economia de abastecimento.
e) o poder político dos senhores de engenho era assegurado pela metrópole através da sua designação para os mais altos cargos da administração colonial.
Gabarito:1D 2C 3 E 4D 5ª 6C 7E 8ª 9 B 10E 11B 12C 13ª

1. (UNAERP-SP) Em 1534, o governo português concluiu que a única forma de ocupação do Brasil seria através da colonização. Era necessário colonizar, simultaneamente, todo o extenso território brasileiro.Essa colonização dirigida pelo governo português se deu através da:a) criação da Companhia Geral do Comércio do Estado do Brasil. b) criação do sistema de governo-geral e câmaras municipais.c) criação das capitanias hereditárias. d) d) montagem do sistema colonial. e) criação e distribuição das sesmarias.

2. (UEL-PR) No Brasil colônia, a pecuária teve um papel decisivo naa) ocupação das áreas litorâneas b) expulsão do assalariado do campoc) formação e exploração dos minifúndios d) fixação do escravo na agriculturae) expansão para o interior

3. (Cesgranrio-RJ) A ocupação do território brasileiro, restrita, no século XVI, ao litoral e associada à lavoura de produtos tropicais, estendeu-se ao interior durante os séculos XVII e XVIII, ligada à exploração de novas atividades econômicas e aos interesses políticos de Portugal em definir as fronteiras da colônia.As afirmações abaixo relacionam as regiões ocupadas a partir do século XVII e suas atividades dominantes.1) No vale amazônico, o extrativismo vegetal – as drogas do sertão – e a captura de índios atraíram os colonizadores.2) A ocupação do Pampa gaúcho não teve nenhum interesse econômico, estando ligada aos conflitos luso-espanhóis na Europa.3) O planalto central, nas áreas correspondentes aos atuais estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, foi um dos principais alvos do bandeirismo, e sua ocupação está ligada à mineração.4) A zona missioneira no Sul do Brasil representava um obstáculo tanto aos colonos, interessados na escravização dos indígenas, quanto a Portugal, dificultando a demarcação das fronteiras.5) O Sertão nordestino, primeira área interior ocupada no processo de colonização, foi um prolongamento da lavoura canavieira, fornecendo novas terras e mão-de-obra para a expansão da lavoura.
As afirmações corretas são:a) somente 1, 2 e 4. b) somente 1, 2 e 5. c) somente 1, 3 e 4. d) somente 2, 3 e 4. e) somente 2, 3 e 5.

4. (Cesgranrio-RJ) A expansão da colonização portuguesa na América, a partir da segunda metade do século XVIII, foi marcada por um conjunto de medidas, dentre as quais podemos citar:
a) o esforço para ampliar o comércio colonial, suprimindo-se as práticas mercantilistas.
b) a instalação de missões indígenas nas fronteiras sul e oeste, para garantir a posse dos territórios por Portugal.
c) o bandeirismo paulista, que destruiu parte das missões jesuíticas e descobriu as áreas mineradoras do planalto central.
d) a expansão da lavoura da cana para o interior, incentivada pela alta dos preços no mercado internacional.
e) as alianças políticas e a abertura do comércio colonial aos ingleses, para conter o expansionismo espanhol

5. (Fuvest-SP) Podemos afirmar sobre o período da mineração no Brasil que
a) atraídos pelo ouro, vieram para o Brasil aventureiros de toda espécie, que inviabilizaram a mineração.
b) a exploração das minas de ouro só trouxe benefícios para Portugal.
c) a mineração deu origem a uma classe média urbana que teve papel decisivo na independência do Brasil.
d) o ouro beneficiou apenas a Inglaterra, que financiou sua exploração.
e) a mineração contribuiu para interligar as várias regiões do Brasil e foi fator de diferenciação da sociedade.

6. As expedições chamadas de Entradas e Bandeiras tinham como objetivo a procura de riquezas minerais e/ou a caça ao índio, para escraviza-lo e vende-lo no litoral. O papel das Entradas e Bandeiras pode ser assim resumido:
a) Determinam a ocupação efetiva do interior do Brasil e deram ao nosso país sua atual configuração geográfica.
b) Contribuíram para a implantação de uma nova política colonizadora, aproximando índios e colonos.
c) Iniciaram aproveitamento verdadeiro das terras agrícolas do oeste mudando a situação econômica da Colônia.
d) Por razões políticas e econômicas, contribuíram para a mudança da capital do Vice-Reino, do Rio de Janeiro para a Bahia.
e) Respeitaram o Meridiano de Tordesilhas, evitando, assim, conflitos armados entre portugueses e espanhóis.

7. À medida que a empresa açucareira se expandia no Brasil, fez-se opção pela mão-de-obra escrava de origem africana, em
substituição ao trabalho indígena. Esta opção pode ser explicada, porque:
a) O uso de escravos africanos alimenta o tráfico negreiro, tornando-o um dos mais lucrativos setores do comércio colonial.
b) Os indígenas eram selvagens e lutavam contra a escravidão, enquanto os negros eram dóceis e submissos.
c) Os indígenas eram frágeis fisicamente e adoeciam com facilidade, já os negros tinham uma constituição física forte, propícia ao trabalho braçal.
d) Os negros dominavam as técnicas do cultivo da cana, enquanto os indígenas não conheciam a agricultura, portanto, seu
trabalho não era produtivo.
e) Os africanos resistiram ao escravismo através dos quilombos e das revoltas, mas foram mantidos na agricultura, porque os índios desconheciam essa atividade.

8. UFMS) "A Guerra Guaranítica foi a revolta dos missionários guaranis contra imposições do Tratado de Madri, que os obrigava a abandonar suas terras, moradias, plantações e rebanhos. O acordo de 1750 favorecia as monarquias ibéricas, defendendo seus interesses na região, mas prejudicava gravemente os indígenas." (QUEVEDO, Júlio. A Guerra Guaranítica. São Paulo: Ática, 1996. p. 29.) Com base no texto, é correto afirmar:
a) os índios reagiram à dominação colonial, porque defendiam exclusivamente o Império Teocrático organizado pela Igreja Católica, que se sobressaía na América, através da Companhia de Jesus.
b) os missionários guaranis estavam desaculturados do "ser" índio devido à tirania jesuíta, portanto defendiam somente os interesses dos padres.
c) a guerra expressou a luta dos missioneiros guaranis que não queriam se transformar numa espécie de "sem terra" do século XVIII, visto que suas terras foram doadas aos soldados espanhóis.
d) a guerra representou um dos raros momentos de reação indígena, organizada contra as imposições da Coroa e dos colonizadores luso-espanhóis.
e) os missioneiros guaranis enfrentaram os exércitos luso-espanhóis, porque estavam organizando uma confederação indígena antiespanhola.

9. (Vunesp-SP) A partir de 1750, com os tratados de limites, fixou-se a área territorial brasileira, com pequenas diferenças em relação à configuração atual. A expansão geográfica havia rompido os limites impostos pelo Tratado de Tordesilhas. No período colonial, os fatores que mais contribuíram para a referida expansão foram:
a) criação de gado no vale do São Francisco e desenvolvimento de uma sólida rede urbana.
b) apresamento do indígena e constante procura de riquezas minerais.
c) cultivo de cana-de-açúcar e expansão da pecuária no Nordeste.
d) ação dos donatários das capitanias hereditárias e Guerra dos Emboabas.
e) incremento da cultura do algodão e penetração dos jesuítas no Maranhão.

10. (Mackenzie-SP) A partir do século XVII, uma série de fatores provocou a expansão da colônia e ocupação do interior do Brasil, exceto:
a) a pecuária desenvolvida no sertão nordestino e região sul.
b) a busca de riquezas minerais lideradas pelos bandeirantes de São Paulo.
c) a ação missionária dos jesuítas, vinculada também à extração de drogas do sertão.
d) a União Ibérica, que possibilitou maior liberdade de circulação no território além de Tordesilhas.
e) o apoio de jesuítas e índios dos Sete Povos das Missões, confirmando os termos do Tratado de Madri em 1750.

11. (UEM-PR) O território brasileiro é, hoje, cerca de três vezes maior do que as terras garantidas a Portugal pelo tratado de Tordesilhas. Sobre a ampliação das fronteiras dos territórios portugueses na América, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).01) Situado para além da linha de Tordesilhas, o território do atual estado do Rio Grande do Sul apenas se incorporou à colônia na segunda metade do século XX.
02) A ampliação do território português ocorreu graças à ação dos bandeirantes, dos missionários, dos militares e dos pecuaristas que, ao longo do tempo, foram gradativamente ocupando as vastidões inexploradas dos territórios americanos.
04) Na segunda metade do século XVII, os portugueses fundaram, às margens do rio da Prata, quase de frente a Buenos Aires, a colônia de Sacramento, que posteriormente passou ao domínio espanhol.
08) O tratado de Madri, firmado entre Portugal e Espanha, em 1750, estabeleceu que a posse das terras caberia àqueles que as ocupassem efetivamente (princípio de Utis Possidetis). Com isso, esse tratado legitimou a posse dos territórios que Portugal ocupava além dos limites estabelecidos pelo tratado de Tordesilhas.
16) A descoberta de ouro nas regiões de Cuiabá, de Goiás e de Minas Gerais levou à ocupação dessas regiões pelos colonizadores portugueses.
Soma____________

12. UEL-PR) Durante todo o século XVI, os portugueses não se preocuparam com a ocupação da Amazônia, principalmente, devido à grande distância entre o extremo norte do Brasil e os principais centros de colonização que na época eram:a) Pernambuco e Bahia. b) Rio de Janeiro e São Paulo. c) Minas Gerais e Mato Grosso.d) Rio Grande do Sul e Alagoas. e) Espírito Santo e Santa Catarina.

13. FUVEST) No Brasil colonial, a escravidão caracterizou-se essencialmente:
a) por sua vinculação exclusiva ao sistema agrário exportador;
b) pelo incentivo da Igreja e da Coroa à escravidão de índios e negros;
c) por estar amplamente distribuída entre a população livre, constituindo a base econômica da sociedade;
d) por destinar os trabalhos mais penosos aos negros e mais leves aos índios;
e) por impedir a emigração em massa de trabalhadores livres para o Brasil.

14. (UCSAL) A atual configuração do território brasileiro foi definida em suas linhas gerais, na época do marquês de Pombal, pelo Tratado de: a) Lisboa b) Madri c) Utrecht d) Tordesilhas e) Badajós

15 Entre as medidas pombalinas para o Brasil destacamos, exceto:
a) a expulsão dos jesuítas; b) a transferência da capital da colônia para o Rio de Janeiro;
c) a extinção do Estado do Maranhão; d) o estabelecimento da Inquisição na Bahia;

16. (UCS) A colonização do Rio Grande do Sul pode ser ligada ao ciclo do: (A) ouro. (B) café. (C) açúcar. (D) chá. (E) algodão.

17. (UFRGS) A presença luso-brasileira nas terras que viriam a formar o Rio Grande do Sul teve início através da
atividade econômica de: (A) pecuária extensiva. (B) triticultura açoriana. (C) extração mineral.
(D) imigração ítalo-germânica. (E) agropecuária intensiva.

18. (UFRGS) Considere as afirmações a respeito do período da colonização do território que hoje corresponde ao estado do Rio Grande do Sul
I – Os bandeirantes paulistas penetraram no Rio Grande do Sul no período do domínio espanhol (1580-1640), atacando as missões e capturando os índios aldeados.
II – A “prela do gado alçado” ocorre no Rio Grande do Sul a partir de 1680, e visa à extração do couro, que era exportado para a Europa por Buenos Aires ou Sacramento.
III – Os Sete Povos das Missões tinham sua base econômica assentada na produção de erva mate e na extração do couro, exportado por Buenos Aires.
Quais estão corretas? (A) apenas I. (B) apenas II. (C) apenas I e II. (D) apenas II e III. (E) I, II e III.

Gabarito 1C 2E 3C 4B 5E 6ª 7ª 8D 9B 10E 11 30(2 4 8 16) 12ª 13C 14B 15D 16ª 17ª 18E

BOM FERIADO,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,